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domingo, 3 de janeiro de 2021

​Rua do Mate valoriza a cultura e a produção de São Mateus do Sul

O ramo de erva-mate nos símbolos oficiais do Paraná mostra a importância desta planta para a economia e a história paranaenses. Na região Sul do Estado, especialmente em São Mateus do Sul, essa relação é ainda mais umbilical.

A cidade, que se desenvolveu em torno da coleta e comercialização da erva-mate, experimenta uma retomada da produção, um novo momento que merece, inclusive, um marco arquitetônico: a Rua do Mate, uma via coberta, que valoriza a cultura e a socialização que só uma boa roda de chimarrão tem capacidade de expressar.

Localizada na área central da cidade, a obra do Governo do Estado é um espaço de convivência. Também concentra atividades culturais, eventos e fomentar o comércio, principalmente de produtos típicos da região. A Rua do Mate valoriza a vocação regional. É um projeto relacionado à cultura da erva-mate e que beneficia uma comunidade que tem uma forte identificação com esse produto. 

A Rua do Mate fica em um ponto estratégico, e dá boas-vindas para quem chega a São Mateus do Sul pela BR-476. Está entre o antigo convento, hoje sede da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo; a igreja do padroeiro São Mateus e a Casa da Memória Padre Bauer – que abriga a história da erva-mate, da imigração polonesa e da navegação a vapor que são símbolos da cidade.

O já instalado chimarródromo, um espaço com torneiras com água quente para abastecer as cuias de chimarrão, é um dos principais atrativos da Rua do Mate. A disposição dos bancos em frente a esse local é quase como uma roda de chimarrão, destacando o caráter social da bebida, que quase sempre é tomada em companhia. Mudas de erva-mate completam a paisagem ao longo de  3 mil metros quadrados da obra.

Na parte de cima, uma estrutura metálica, coberta com vidro, abriga quiosques e um espaço voltado para apresentações culturais, eventos públicos e feiras livres.

No meio, uma espécie de chafariz faz uma representação em escala do Rio Iguaçu. O maior rio do Estado tem um papel importante desenvolvimento da cidade: muitas toneladas de madeira e erva-mate foram escoadas pelos vapores que navegavam entre o final do século XIX até meados do século XX.

O Paraná é o principal produtor de erva-mate do País, respondendo por 39% das plantas cultivadas e por 88% da produção dos ervais nativos ou sombreados. Esta é a forma de plantio predominante em São Mateus do Sul, onde a erva é produzida em meio à vegetação florestal nativa, em especial a araucária.

A erva-mate está intimamente ligada à memória de São Mateus do Sul, que se tornou município em 1908, período de ouro da exploração do produto no Paraná. Mesmo antes da emancipação política, a cidade já vinha em um importante ciclo de desenvolvimento. Em 1882, iniciou a navegação a vapor no Rio Iguaçu, para transportar a madeira e a erva comercializadas no Sul do Brasil e em países vizinhos, principalmente a Argentina.

No final do século XIX, o Paraná passava por um intenso processo político e econômico impulsionado pela produção ervateira. A história de São Mateus se insere neste contexto, interligando três principais questões: a erva-mate, a navegação a vapor e a imigração polonesa. 

A planta nativa do Estado, já utilizada antes da colonização por indígenas guaranis, passou a ter grande saída no município, que contava com empresas fortes do ramo, como a Leão Júnior.

A navegação a vapor foi outro fator até meados do século passado. A hidrovia que ligava Porto Amazonas a União da Vitória tinha 350 quilômetros de extensão através do Rio Iguaçu, passando também pelos afluentes Rio Negro e Rio Potinga.

A navegação foi um feito para a época, um negócio de proporções gigantescas. As peças do primeiro barco a vapor chegaram de carroção, vindas do Porto de Paranaguá pela Estrada da Graciosa, para serem montadas aqui.

Mais de 70 vapores chegaram a navegar pela região, e toda uma estrutura tomou conta da cidade por causa da atividade, com empresas, marinheiros e até estaleiros. A memória dos tempos da navegação também é preservada na cidade. Ainda é possível conhecer o vapor Pery, que encerrou as atividades nos anos 1950 e agora está instalado nas margens do Rio Iguaçu, mantendo a lembrança de águas passadas.

Ruas, praça, bairro e beco


Chimarrão, tererê e erva-mate dão nomes a ruas, estradas, avenidas, travessas, praças e beco. O Código de Endereçamento Postal (CEP), no Brasil, foi criado em 1971. Existem ruas do Chimarrão nas cidades de Camaçari, na Bahia; Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco; em Curitiba, no Paraná; em São Paulo, no estado de São Paulo; em Novo Hamburgo, Passo Fundo e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Na capital do Rio Grande do Sul existe ainda, no bairro Sarandi, o Beco Recanto do Chimarrão e na cidade gaúcha de André da Rocha também existe o bairro Chimarrão. Já o Tererê dá nome a estrada em Magé, no Rio de Janeiro; a travessa na capital de São Paulo e de ruas em Salvador, na Bahia; e em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Enquanto a erva-mate da denominações de ruas na cidades de Canoas, de Sapiranga; de Santa Cruz do Sul, de Novo Hamburgo, de Sapucaia do Sul e de Porto Alegre, ambas do Rio Grande do Sul; Manaus, no Amazonas; Belo Horizonte e Uberlândia, ambas cidades de Minas Gerais; nas cidades de Cascavel, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, todas do Paraná; em Natal, no Rio Grande do Norte; em Lages, em Santa Catarina; e, na cidade de São Paulo.

A erva-mate dá nome também a travessas em Telêmaco Borba, no Paraná, e em Santo Ângelo, no Grande do Sul. Em Mineiros, no estado de Goiás, chimarrão dá nome ainda a praça da cidade. Além disso, ainda no mesmo estado, no Parque Oeste Industrial, de Goiânia, existe a Travessa do Mate.

Mate Amargo dá nome a rua na praia do Cassino, em Rio Grande e a bairro na cidade de Apucarana, no Paraná. Em Toledo, no Paraná, existe a Rua Mate Laranjeira.  Em Santa Catarina, existe ainda a rua da Ervateira. Embora existam outras praças e vias com referência ao chimarrão, tererê e erva-mate, não estão oficialmente catalogados pelos Correios.


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Projeto pretende resgatar e conservar parte da diversidade genética da erva-mate

Um projeto para resgatar, multiplicar e conservar o material genético de erva-mate (Ilex paraguariensis) de árvores matrizes selecionadas nos remanescentes florestais nativos no Rio Grande do Sul começa a ser estruturado como ação do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-mate. O projeto tem previsão de início ainda neste ano, com intensificação nos cinco polos ervateiros do Estado a partir de 2021.

Desenvolvido em parceria com as instituições da cadeia produtiva ervateira, o projeto tem a finalidade de perpetuar para gerações futuras a base genética dos ervais gaúchos, evitando uma perda irrecuperável desses materiais, que até então conseguiram sobreviver e evoluir diante das mudanças no uso da terra e a perda da cobertura de floresta nativa.

O projeto prevê três etapas distintas: resgate, multiplicação e conservação. A primeira consiste na identificação de cada árvore doadora do genótipo, a segunda, na coleta e multiplicação do material identificado e a terceira, na conservação em bancos de germoplasma e reintrodução de materiais genéticos resgatados nos locais de origem. Não necessariamente, a seleção do material irá visar melhoramento, mas a preservação da diversidade.

Conforme o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, embora o projeto tenha alcance estadual, a formatação seguirá a estrutura geográfica dos polos ervateiros do RS, com a finalidade de respeitar ao máximo a característica e a distribuição das populações locais da espécie em acordo a cada região ervateira do Estado.

Ainda segundo Melo, o projeto "permitirá conservar na linha do tempo, para as futuras gerações, parte da expressiva diversidade genética presente na árvore símbolo do Rio Grande do Sul, que além de economia, é cultura, convivência social, sustentabilidade, identidade e simbolismo do povo sul-americano”.

domingo, 20 de setembro de 2020

Casa da Erva-Mate em Bento Gonçalves

 

A Serra Gaúcha é prodigiosa em atrações. Dos vários passeios que Bento Gonçalves oferece aos turistas um dos clássicos é Caminhos de Pedra. Neste roteiro encontra-se a Casa da Erva-Mate. O prédio, construído em 1884, num primeiro momento, serviu como moinho da família Cecconello, que fabricava farinha de milho. Contudo, quem assumiu o lugar em 1956 foi família Ferrari. A preservada casa deu lugar ao que até hoje é a Casa da Erva-Mate Ferrari.

 No local, há um pequeno moinho, já que o processo ali demonstrado é artesanal e os soques - que moem as folhas - são movidos por uma roda d'água. As folhas, depois de cortadas nas árvores, são levadas para um forno aquecido. A erva depois de moída está pronta para ser servida no chimarrão.


Depois da visitação, a pessoas podem vir até a loja, onde é ensinado a preparar o chimarrão e depois oferece degustação. O varejo também concentra uma grande variedade de artigos e produtos ligados à erva-mate e ao tradicionalismo gaúcho. A casa ainda apresenta um cenário natural diferencial, que serve também para gravações e fotografia.

O roteiro Caminhos de Pedra pode ser percorrido de forma independente ou em grupos. A estrada é bem sinalizada e totalmente asfaltada. Roteiro Caminhos de Pedra adotou ainda o selo “ambiente limpo e seguro” em seus empreendimentos e tem por objetivo ser um indicador de segurança para turistas, empreendedores e funcionários para o enfrentamento da pandemia provocada pelo Covid-19.

A Casa da Erva-Mate fica em Linha Palmeiro, distrito de São Pedro.

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

'Um altar à tradição' em São Gabriel

 


A ‘Terra dos Marechais’, ‘Princesa das Coxilhas’ ou ainda a ‘Atenas Rio-Grandense’, apelidos pelo qual é conhecido o município de São Gabriel, está localizada no eixo de passagem de turistas de vários países do Mercosul e que tem crescido nos últimos anos.

São Gabriel possui uma proximidade destacável com a cultura e tradição da erva-mate. Tanto pela história da cidade remontar aos idos de 1750, por conta do surgimento das primeiras estâncias jesuíticas, dos Sete Povos das Missões, e também por ter sido lá que foi edificado um chimarródromo público. Talvez o primeiro com repercussão no Rio Grande do Sul.

O primeiro chimarródromo, inaugurado em 1982, ficava no Calçadão, uma via exclusiva para pedestres. Esse espaço diferenciado, que fornecia água quente, era único e chegou a ser reverenciado em cantados, prosas e versos como um patrimônio do tradicionalismo gaúcho. No seu pilar principal havia uma placa em que havia, entre outros dizeres, a frase ‘Um altar à tradição’.

O chimarródromo, que foi uma atração turística na cidade, foi projetado orginalmente por Vitor Silveira Corrêa. Mas o monumento que fez sucesso também país afora precisou ser desativado por questão de segurança. Tratava-se, na época, de uma exigência do Corpo de Bombeiros para facilitar o acesso às lojas e imóveis do Calçadão no caso algum sinistro.

Dez anos depois, uma réplica do chimarródromo foi inaugurado na cidade, mas tendo agora por local a praça Fernando Abbott. O novo chimarródromo é um monumento menor, mas possui bancos para a comunidade poder sentar e tomar seu chimarrão. A obra, inaugurada em setembro de 2019, esteve sob responsabilidade dos engenheiros Eltom Luiz Mota Nunes e Vanessa Machado Borges e do arquiteto Ivan Cezar Balsam.

Junto ao monumento foi descerrada uma placa. O chimarródromo leva o nome de Vitor Silveira Corrêa. Antes disso, ainda 2017, no Legislativo, foi formalizado pelo para reconstrução do chimarródromo. Ele foi descrito como “símbolo do município, visando incentivar a cultura, as tradições e o lazer”.

A reimplantação foi tida como retorno as raízes e a valorização das tradições culturais. A exemplo do primeiro chimarródromo, o segundo monumento também tem na base do eixo de uma roda de carreta. Ele faz jus e homenageia os carreteiros, já que São Gabriel é conhecida como o último reduto dos carreteiros. Tanto é que no distrito de Tiarajú, na zona rural do município, existe o último núcleo de carreteiros do Brasil.

domingo, 6 de setembro de 2020

Caarapó, a terra da erva-mate


O nome do município de Caarapó deriva de um termo oriundo da língua guarani. O topônimo de origem indígena é traduzido como sendo raiz de erva-mate, mas que em síntese, significa ‘terra da erva-mate’. A cidade, emancipada em emancipação no dia 31 de janeiro de 1963, tem como uma de suas fontes de renda o turismo.

Habitado inicialmente por "mineiros", como eram chamados os empregados da Cia Mate Laranjeira, o primeiro povoado do município era formado por trabalhadores que se dedicavam à extração da erva-mate, muito produtiva na região, e assim fazendo jus ao nome da cidade.

Em setembro de 2019 foi inaugurado o monumento cultural O Tereré, que fica na Avenida Fernando Correa da Costa, na entrada da Vila Setenta. O monumento homenageia a colônia paraguaia radica no município pela sua contribuição na formação cultural da população local.  O tereré, ao lado de comidas típicas como a chipa e a sopa paraguaia, está presente no dia a dia da população de Caarapó.


Antes disso, foi inaugurado em Caarapó outro monumento, O Chimarrão, em homenagem à colônia gaúcha. Trata-se de réplica de uma cuia que representa a mais tradicional bebida típica do povo gaúcho. A ação, inaugurada em maio de 2019, faz jus à colônia gaúcha radicada no município.

Há registros da presença de gaúchos no local onde seria erguida a cidade de Caarapó já na década de 1870, logo após a Guerra da Tríplice Aliança, que atuaram na exploração da erva-mate nativa, abundante na região.

Caarapó, no Mato Grosso do Sul, se emancipou a partir de Dourados. 

 

 

 


domingo, 16 de agosto de 2020

Novo Barreiro e os caminhos da erva-mate

Novo Barreiro é um município essencialmente agrícola e com farta produtividade de erva-mate, por isso é conhecido como "terra da erva-mate". O município leva no brasão de armas um ramo de erva-mate e à cultura também é referenciada no hino municipal: “Este é o berço de agricultores, de empresários, ervateiros e professores”.

O município se destaca pelo cultivo de erva-mate essencialmente sombreada. São 16 indústrias e mais de 20 marcas ligadas ao segmento. São gerados 200 empregos diretos. Mais de 70% das propriedades rurais do município tem erva-mate plantada ou nativa, embora essa não seja a atividade principal desses imóveis, informa a Prefeitura.

A erva-mate de Novo Barreiro é vendida para outros estados brasileiros e é até mesmo exportada. A partir disso, foi criado a Feira da Erva-Mate (Feimate) que é classificada como sendo um evento que engloba cultura, indústria, comércio, agronegócio e shows. O principal objetivo é demonstrar as potencialidades do município e promover intercâmbios culturais e sociais entre com a região. A Feimate teve a sua primeira edição de 24 a 26 de setembro de 1993. A nova edição foi em 2019.

De forma mais recente surgiu o roteiro turístico Caminhos da Erva-Mate. Ele é classificado como um roteiro pedagógico, rural, gastronômico e de lazer, que foi criado para mostrar ao público todos os processos de produção da erva-mate, desde a semente até o produto final pronto para o consumo. Além das paisagens, os visitantes conhecem o modo de vida dos produtores de erva-mate e as diferentes formas de cultivo e vivenciam ainda os costumes e tradições preservadas dos antepassados, conhecer as paisagens naturais e as áreas de lazer do município.

Novo Barreiro passou a ser colonizado a partir de 1850. A emancipação, a partir da cidade de Palmeiras das Missões, se deu em 20 de março de 1992.


domingo, 26 de julho de 2020

Erechim, a cidade Capital da Amizade


"Quem passar pelo planalto com certeza
ao olhar para a mais bela natureza
há de ver campos de mel de guamirim
vai provar o mate da hospitalidade
vai levar no coração uma saudade
e a vontade de voltar pro Erechim."
                                   (Os Monarcas)

Erechim é mais do que a maior cidade da região do Alto Uruguai, região de planalto que circunda o grandioso Rio Uruguai. Erechim é reconhecida como a Capital da Amizade, pela sua hospitalidade. Aliás, quase tudo na cidade remete a uma conversa, em uma boa roda de chimarrão! Até porque a cidade possui diversas ervateiras.


Localizado em frente à Câmara de Vereadores, o monumento em homenagem à cultura do chimarrão foi inaugurado no dia 20 de setembro de 2006. Composto por uma cuia de chimarrão e uma chaleira, trata-se de uma referência ao hábito de chimarrear, tão comum na cultura gaúcha. Confeccionada em fibra de vidro, a cuia tem 1,97 metros e a chaleira (com o suporte) mede 2,20 metros.

Erechim é um termo indígena caingangue que significa "campo pequeno". Uma cidade com cerca de 100 mil habitantes, basicamente de origem italiana, alemã, polonesa, judaica, além dos primeiros habitantes da região serem os povos indígenas caingangues e guaranis.

O monumento também teve por objetivo de reforçar que a festa do chimarrão, apesar de hoje ser realizada em Venâncio Aires, na década de 1970 já era realizada em Erechim.

Áurea e erva-mate


O município gaúcho que se denomina como a Capital Polonesa do Brasil possui forte ligação com a cultura ervateira. Tanto o hino, quanto o brasão municipal de Áurea, no nordeste do Estado, fazem referência à cultura extrativista da erva-mate.

No início da colonização oficial em 1911 consta que, em Áurea, havia apenas pés de erva-mate nativa. Hoje a economia local é baseada na agricultura, entre as quais o processamento de erva-mate para o chimarrão. O município é caracterizado por possuir o ciclo completo da erva-mate, ou seja lá é produzida a planta, colhida e industrializada. São dezenas de indústrias e centenas de produtores envolvidos na cultural.

Muitos são os produtores produtores que possuem em suas propriedades ervais mais que centenários. São plantas marcadas por terem um sabor mais característicos e folhas mais densas as cultivadas atualmente.

É também no município que realizado o tradicional Baile da Erva-Mate. O evento foi realizado por décadas e depois esquecido. Mas, foi retomado em 2016. O baile, mais do que prestigiar produtores e ervateiras, representa uma fatia considerável da economia. O evento premia destaques em diversas categorias, como "produtor de matéria-prima", "viveirista produtor de mudas" e "indústria inovadora". O evento teve caráter beneficente para entidades locais.

O povoamento iniciou com a chegada de imigrantes poloneses. Em 1938, o local foi chamado de Princesa Isabel, e em 1944 passou a denominar-se simplesmente de Áurea. Quando os imigrantes poloneses chegaram ao Rio Grande do Sul ainda na época do império, a princesa Isabel acolheu e ajudou as famílias que perderam seus filhos devido a uma forte epidemia.

Com a intenção de lembrar as atitudes da princesa Isabel, o local passou a levar o principal de seus feitos: assinatura da lei de abolição da escravatura. A lei estadual nº 8419, que cria o município foi assinada em 24 de novembro de 1987.  

Dia Estadual do Produtor da Erva-Mate no Paraná

É comemorado anualmente em 2 de fevereiro o Dia Estadual do Produtor da Erva-Mate no Paraná. A partir da aprovação do projeto de lei pela Assembleia Legislativa e com a sanção governamental, a data passou a constar no calendário oficial do Estado. A publicada no Diário Oficial ocorreu em 6 de junho de 2019.
A escolha pelo dia 2 de fevereiro se dá pelo fato de nesta data, em 1885, ter sido inaugurada a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, que permitiu o transporte da erva-mate para exportação. Ainda na então justificativa do projeto, de autoria do deputado estadual Hussein Bakri, foi destacado que é um gesto simbólico, mas que representa muito por ser um setor crucial para a economia, história e cultura do Paraná.
Ainda segundo a justificativa, a erva-mate é uma das maiores responsáveis pela construção da identidade histórica do Paraná. Por quase um século, entre 1853 e 1929, o produto respondeu por cerca de 85% da economia estadual. Além disso, a região do Vale do Iguaçu, no Sul do estado, é considerada a maior produtora de erva-mate do mundo.



Cruz Machado, capital da erva-mate sombreada


Além das belezas naturais e da cordialidade de seu povo, o município de Cruz Machado, no Paraná, se orgulha de ser conhecido como maior produtor de erva-mate sombreada do Brasil e do mundo. Cruz Machado está encravada no Vale do Iguaçu, junto de florestas de araucária. Essa privilegiada localização conduziu a economia local para a cultura da erva-mate e garante uma produção próxima de 90 mil toneladas de erva-mate em folhas ao ano.

A erva-mate gera empregos e renda ao longo de toda sua cadeia produtiva e também possibilita a conservação da fisionomia florestal nativa, já que a maior parte da produção paranaense é proveniente de ervais nativos ou sombreados. Nesse caso, a erva-mate é manejada em associação a espécies florestais nativas, como a araucária e a imbuia. Esse sistema de extrativismo ervateiro, além de favorável ao meio ambiente, confere a erva-mate aroma e sabor diferenciados.

A vasta produção de erva-mate de Cruz Machado, após ser processada e cancheada, é vendida em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Hoje, encontram-se instaladas em Cruz Machado mais de dez indústrias do ramo ervateiro, entre elas indústrias sediadas em Venâncio Aires, Erechim, Barão do Cotegipe, Arvorezinha e Ijuí, do Rio Grande do Sul. A planta local também é exportada para nações da Europa e da Ásia, além dos Estados Unidos.

Projetos concedem para o município de Cruz Machado os títulos de capital nacional e estadual da erva-mate sombreada. Um aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná, em 8 de julho de 2020, concedeu o titulo estadual. A proposta do deputado Hussein Bakri, tramitava desde setembro de 2019.

Paralelo a isso, ao longo de 2019 tramitou projeto do deputado Toninho Wandscheer que pretende conceder nacionalmente o mesmo título. Depois de aprovado em dezembro, o projeto foi remetido para apreciação do Senado. Mas lá está baixado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte e aguarda designação de relator.

A denominação da localidade é homenagem ao Antônio Cândido da Cruz Machado, senador do Império pela Província de Minas Gerais e benemérito paranaense por ter sido favorável à emancipação política da Província do Paraná, em 29 de agosto de 1853.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Quem foi o Barão do Serro Azul


Ele foi industrial, político e ardoroso patriota. A trajetória do Barão do Serro Azul, Ildefonso Pereira Correia (1845-1894), se confunde com a própria história do desenvolvimento do Paraná.

Após a conclusão dos estudos retornou ao Paraná em 1865 e foi enviado pela família a Montevidéu e Bueno Aires, com o objetivo de conhecer os principais mercados consumidores da erva-mate paranaense que naquele período sofria com o descrédito desses mercados, pois a erva-mate paranaense possuía muitas misturas que denegriam a qualidade final do produto.

Naquela época, final do século 19, o barão já diversificava seus negócios. Com uma esplêndida visão empresarial, muito avançada para sua época, logo lhe sorriram o sucesso e a fortuna. Absorveu todas as inovações tecnológicas que surgiam e não eram assimiladas pelas demais empresas ervateiras.

Possuía, em Morretes, um engenho de erva-mate e chegou a ser o maior exportador do produto no estado do Paraná. Lançou a marca Ildefonso que passou a ser muito apreciada nos mercados platinos e do Chile pelo esmero na produção.  Em 1875 ganhou o seu primeiro prêmio em exposição brasileira pela qualidade do produto e em 1876 foi expositor em Chicago de sua erva-mate recebendo elogios.

Depois de transferir suas atividades para Curitiba, instalou a infraestrutura necessária para o desenvolvimento da indústria da erva-mate e do café, o que lhe rendeu grande influência no meio empresarial. Na produção de erva-mate, implantou um sistema que associava máquina a vapor a equipamentos inovadores.  Pelo esforço, na divulgação da erva-mate, recebeu em 1887, do Presidente da França, a Medalha do Mérito Agrícola.

Na política, foi eleito várias vezes tanto vereador em Curitiba, quanto deputado estadual. Na passagem pelo poder executivo, assumiu cargos correspondentes ao de secretário de Educação e vice-governador. Em 1888, Correia recebeu o título de Barão do Serro Azul do imperador Dom Pedro II.
Enquanto deputado conseguiu que fosse sancionada lei que em 1887 criou a Associação de Propaganda da Erva-Mate. A presidência foi confiada Ildefonso Pereira Correia não por ter sido o autor do projeto, mas pelo conhecimento e visão que adquirira, nesse setor, ao longo de uma intensa atividade empresarial além das fronteiras nacionais.

Associação cumpriu sua função de propagadora da erva-mate, porém, devido à concorrência do mate paraguaio e argentino ambos mais baratos que o paranaense, por volta do ano de 1900, a lei foi revogada e a Associação encerrou suas atividades, em um momento que Ildefonso, já havia falecido há seis anos.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

'Princesinha dos Ervais' e seu museu histórico

Carinhosamente chamada de ‘Princesinha dos Ervais’, a cidade de Ponta Porã, leva este ‘apelido’ devido às plantações de erva-mate, fundamentais para a economia do município e do estado na época.
Quem retrata esse período é Museu da Erva-Mate Santo Antônio.

Fundado em 1997 pelo industrial José Benites Cardenas, o seu acervo possui réplicas de instrumentos do início da industrialização da erva-mate, fotografias, vídeos, utensílios domésticos, material impresso, documentos, mobiliário, armas, máquinas, entre outros.

A extração da erva-mate e a colonização do cone sul de Mato Grosso do Sul o museu abriga livros, fotos e especialmente instrumentos e peças antigas relativas ao trabalho ervateiro na fronteira do Brasil com o Paraguai. A instituição espelha e retrata a cultura Ponta Porã como o maior abrigo da saga da erva-mate na região de fronteira.

Os visitantes, além de conhecer o acervo do museu, podem consultar uma biblioteca que possui mais de 900 livros e obras específicas sobre o assunto tema do museu.  Apesar de ter como tema a evolução da erva-mate na região fronteiriça, o museu não aborda apenas isso. No museu é possível, ainda, conhecer uma réplica de um barbaquá, instrumento usado na secagem da erva-mate.

Antes da Guerra do Paraguai, a cidade era uma região habitada somente por indígenas Nhandevas e Kaiowás. Aos poucos foi se formando o povoado, com o nome de Punta Porá, por ser o local favorito dos carreteiros que faziam o transporte da erva-mate. Situada na fronteira seca do Brasil com o Paraguai, Ponta Porã foi uma das cidades que mais sofreu com a Guerra do Paraguai que lá deixou marcas bem profundas.

Guayusa, a planta parente da erva-mate


A guayusa é uma planta parente da erva-mate encontrada na parte amazônica do Equador. Com mais cafeína do que o próprio café, ela que vem ganhando espaço no mercado internacional. O cultivo é antigo, mas a produção comercial é bem mais recente e tem a ver com o aumento do interesse pela planta no mercado internacional, especialmente dos Estados Unidos.

A Fundación Los Alidados, uma associação equatoriana que reúne agricultores, tem como objetivo mostrar que a guayusa pode ser um exemplo de produto que rende dinheiro sem devastar a floresta. Eles possuem uma linha de produção montada com o apoio de uma fundação com sede nos EUA.
Existe um cuidado sanitário com o produto que é focando no orgânico. a planta tem mais cafeína do que o café e muita teobromina, substância também presente no cacau. Esses dois componentes dão energia para quem busca uma vida saudável.

É um excelente antioxidante, anti-inflamatório, antiviral, ajuda no processamento de açúcares, e isso faz com que a folha seja tão interessante de se cultivar. Entre os americanos, a erva já é encontrada em supermercados, na forma de chá ou como ingrediente de bebidas energéticas.

A nova era da guayusa como produto não elimina antigas tradições dos índios equatorianos, especialmente entre etnia kíchwas. Uma delas ocorre antes mesmo do amanhecer: a guayusada. As pessoas recebem uma porção do chá da erva e começam a conversar entre si. Os nativos dizem que é hora de planejar o dia que vai nascer, contar histórias, revelar sonhos, interpretar sonhos.

É a hora dos mais velhos darem conselhos para os mais novos. Sem esquecer do valor estimulante que o chá tem para enfrentar o dia. Antes de beber, os homens fazem um bochecho e soltam o líquido no ar, num borrifo. 

Os índios acreditam que a erva é um presente da divindade suprema e que eles jogam para o alto para que essa dádiva caia sobre eles. Além disso, eles garantem que líquido serve como proteção contra cobras. E a guayusa é só uma das fontes de conexão entre o material e o espiritual.


domingo, 7 de julho de 2019

Chimarrão e Alvorada



Uma das cidades mais populosas do Rio Grande do Sul agora possui seu Dia Municipal do Chimarrão. A data é lembrada no mesmo dia em transcorre o Dia Estadual do Chimarrão, em 24 de abril. Dentro das atividades promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura, está o projeto Chimarreando na Praça.

O evento que ocorre na praça João Goulart, a central da cidade, fica na avenida Presidente Vargas. A praça passou por uma grande reforma em 2017 e atualmente, além de quadras esportivas e palco para diversos shows, é onde fica o chimarródromo.

Esse chimarródromos é tido como um dos mais tradicionais do Rio Grande do Sul. O Chimarródromo Municipal fornece água quente e fria de forma gratuita. A água quente é fornecida a uma temperatura menor a 75º. Ele já passou por diversas administrações municipais e reformas, mas firme permanece.

Na época de sua inauguração, o Chimarródromo Municipal, em 19 de dezembro de 2010, foi anunciado como sendo o maior do segmento no Brasil ao proporcionar, principalmente maior comodidade, aos frequentadores da praça central no momento de prepararem seu tradicional mate.




Os Serranos> Tributo ao Chimarrão

É caixa de ressonância primitiva do meu pampa
Carregas em tua estampa as tradições do meu pago
Quando te sorvo amargo, tu aqueces minha garganta
E o meu peito se agiganta te bebendo trago e trago

Por isso quando eu morrer quero que tenha mateada
E que desde a alvorada corra frouxo o chimarrão
Pois pra mim significa e cuia de mão em mão
Cada verso que eu cantei nos fandangos de galpão

(Dá de mão nessa chaleira
E ceva logo um chimarrão
Que o sul deste país
Tem civismo e tradição)

Hoje vive nos galpões e ranchos do povoado
Testemunho do passado às futuras gerações
E quando mateio sinto o gosto da minha querência
Água pura que é a essência de caras recordações

Oh, velha cuia redonda de pátrias continentinas
Trazes o calor das chinas que comigo já matearam
E cada mate sorvido tem ajoujo com a saudade
Que hoje minha alma invade nas lembranças que ficaram

terça-feira, 25 de junho de 2019

Quatros dicas para deixar o chimarrão ainda mais saboroso


Há pessoas que só iniciam o dia depois de beber o mate amargo, tem também aquelas que não dispensam a bebida ao fim do dia, curtindo o pôr do sol ou na varanda de casa com a sensação de dever cumprido. O chimarrão é uma instituição dos gaúchos – não é à toa que “matear” já se tornou um verbo.

Passar a cuia de mão em mão é um momento de união e aconchego. Do ponto de vista social, servir um mate a um visitante demonstra a hospitalidade do gaúcho, o quão confortável e aberto ele é para uma prosa. Esse costume faz com que todos se sintam em casa e acolhidos. Um gesto simples, mas que diz muito sobre as pessoas do sul do Brasil.

Abaixo, cinco detalhezinhos que podem deixar teu chimas ainda mais saboroso:

A cuia - Existem dois modelos mais comuns. As uruguaias, também chamadas de gajeta ou coquinhos, são menores e mais usadas quando se quer tomar o mate sozinho. Além disso, elas têm a vantagem de possibilitar um consumo rápido, antes que a água esfrie. A cuia gaúcha, ou bago de toro, é aquela que é desenhada pelo porongo. Geralmente tem um pescoço curto e o fundo mais arredondado. São as mais tradicionais e muito utilizadas quando se compartilha o chimarrão.

A bomba - A bomba deve ser preferencialmente de aço inoxidável, pois não deixa gosto e não interfere na bebida.

A água - Três fatores devem ser levados em conta quando servimos a água. Em primeiro, a qualidade, ela deve ser mineral ou filtrada. Em segundo, a quantidade, que também é importante. Se houver pouca água, o mate pode entupir. O certo é preencher a cuia até o pescoço. A temperatura deve ter em torno de 70 graus para que não queime a erva, mantendo o sabor e as propriedades benéficas.

A erva - É preciso cuidar a data de fabricação da erva, quanto mais nova melhor. Ela deve ser sempre armazenada no freezer, por ser sensível e se modificar muito com o tempo. As baixas temperaturas mantêm por mais de dois anos os sabores originais da erva-mate.


Único prédio que restou da sede da Matte Leão em Curitiba é reformado


Único prédio que restou da sede da Matte Leão em Curitiba é restaurado para abrigar escritórios e salas de reunião da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), proprietária do terreno em que a edificação está situada. A Unidade de Interesse de Preservação (UIP) fica na esquina da Rua Piquiri com a Avenida Getúlio Vargas.

A Igreja Universal informou que o objetivo “revitalizar o prédio e adequar os ambientes internos para uso, preservando a concepção original da edificação quanto à volumetria, cobertura, fachadas, vãos e esquadrias e detalhes arquitetônicos”.

O prédio é uma peça sobrevivente de um conjunto de estilo industrial, é quase um testemunho do que aconteceu. E daí tem a questão econômica, do quanto o mate foi importante para o estado e para Curitiba.

Precursora da Matte Leão, a Leão Júnior foi fundada por Agostinho Ermelino de Leão Júnior em 1901, pegando carona no ciclo do mate, base da economia paranaense até o fim da década de 1920, quando houve a queda da bolsa de Nova York. Durante boa parte deste primeiro período da empresa, ela foi comandada por Maria Clara de Abreu Leão, esposa de Agostinho Ermelino, que assumiu a Leão Júnior em fevereiro de 1908, após a morte de seu marido.

Mesmo enfrentando adversidades, como três incêndios diferentes em sua fábrica, a Leão Júnior chegou à liderança do setor, exportando mais de 5 mil toneladas por ano para países como Argentina, Chile e Uruguai.

Inicialmente, apenas o mate verde era vendido. Nos anos 1940, quando surgiu o mate tostado, a marca Matte Leão foi adotada. O período de ouro do mate havia passado, mas a dificuldade para conseguir chá do exterior durante a guerra fez com que a empresa curitibana ampliasse sua presença no Brasil. Nas décadas seguintes, outros produtos foram lançados, como Matte Leão solúvel e chá em saquinhos, adaptando a marca às mudanças nos hábitos de consumo. Na década de 1990, vieram os chás em lata, garrafa pet e copo selado.

Em 2007, a Leão Junior passou a integrar o Sistema Coca-Cola Brasil e, em 2012, passou a se chamar Leão Alimentos e Bebidas.

Como reaproveitar a erva-mate após o uso


Quem reside em casas, pode usar a erva utilizada, ou como o gaúcho diz lavada, como adubo, porém o ideal é fazer compostagem. Se você reside em apartamento, coloque a erva em sacola separada para não contaminar os resíduos possíveis de reciclagem.

A árvore da erva-mate tem raízes profundas e isto facilita a captação de elementos que normalmente não há nos outros vegetais usados e compostagem. Esses elementos são magnésio, ferro, tiamna, vitamina B6 e C etc.

Fazendo isso, você está ajudando as pessoas que vivem da reciclagem e contribuindo para um bom meio ambiente, a nossa grande casa.

Erva brasileira, argentina e uruguaia

O mate tem a mesma planta na origem, mas o processamento de folhas e caules é diferente. No processo brasileiro, após a colheita da planta, ela é desidratada, passada pelo calor do fogo e estirada em canchas para terminar a secagem. 

Em seguida, é triturada ou socada. Ou seja, entre a colheita e o empacotamento pode-se levar entre 48 e 72 horas. Os brasileiros são bastante exigentes quanto à qualidade da erva. O produto deve estar sempre “bem verdinho” e, de preferência, recém-colhido.

Já os uruguaios e argentinos incluem um período de descanso da erva maior antes da moagem, podendo levar entre 12 e 24 meses após a colheita para chegar na casa do consumidor. Com isso, a coloração verde se enfraquece, e o sabor amargo se intensifica.

Ainda sobre a industrialização, na Argentina e no Uruguai o mate é mais amargo, com maior presença de talos e moagem mais grossa. Enquanto no Brasil, o mate é mais suave com mais folhas e moagem mais fina.

Os argentinos e os uruguaios têm o hábito de ter, cada qual, o seu mate próprio. Enquanto os brasileiros têm a tradição de “Roda de Chimarrão”, onde o mate circula entre os participantes.

Na hora de escolher, a dica para garantir a qualidade do chimarrão é optar pela embalada a vácuo, que conserva melhor, e verificar a data de validade.