domingo, 27 de março de 2016

Instituto Brasileiro da Erva-mate


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No dia quatro de janeiro de 2013 foi criada a única entidade representativa da cadeia brasileira da erva-mate. Iniciou nessa data de forma oficial as atividades do Instituto Brasileiro da Erva-mate. A meta do instituto é reorganizar a cadeia produtiva e trabalhar com mais intensidade a área da pesquisa.

No Rio Grande do Sul é a entidade executora das políticas estaduais da erva-mate. Depois da criação do Fundomate, proposto pelo governo do estado do Rio Grande do Sul em consonância com o setor ervateiro gaúcho e aprovado pela assembleia legislativa, foi fundado o Ibramate. A entidade, apesar de levar apoio governamental, não é estatal.

O Fundomate tem como finalidade é destinar recursos e financiar ações, projetos e programas da cadeia produtiva da erva-mate no Rio Grande do Sul. Fazem parte das ações do Ibramate a promoção do programa Mateando nas Escolas, Caravana Mate Brasil,  passeio ciclístico Rota da Erva-Mate, cursos de gastronomia e culinária, a festa da colheita e o encontro anual de produtores, seminários e simpósios. O Ibramate também participa das reuniões do Mercomate, órgão que é integrado por entidades representativas dos países produtores de erva-mate: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Esse importante passo em prol da estruturação da cadeira produtiva da erva-mate pode também abranger os demais estados brasileiros que cultivam a planta. Existe motivação para criar legislação idêntica a gaúcha também em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Porém, o processo de negociação é longo e burocrático. Ao passo que se intensifica a realização de fomentar novos associados além do Rio Grande do Sul.

O Ibramate, embora não governamental, possui algumas das funções do extinto Instituto Nacional do Mate, que havia sido criado pelo então presidente Getúlio Vargas em abril de 1938. O órgão criado por meio de decreto tinha como sede a capital federal e em 1957 foi instituído em Ilópolis, na época distrito de Encantado, estação experimental de erva-mate. Este espaço era destinado à produção de mudas para fomento de pesquisas relacionadas à aclimatação e melhoria da espécie. No ano seguinte, por questões diversas, o Instituto Nacional do Mate foi extinto. O Ibramate passou a ocupar a área da antiga estação experimental. O espaço de 22 hectares foi transformado em parque e cedido pela administração municipal ao instituto.

O Ibramate possui atuação na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Erva-mate do Rio Grande do Sul e nacional. A estadual foi reinstalada em dezembro de 2011 e a nacional teve o primeiro encontro em 10 de dezembro de 2015.

Saiba mais sobre o Ibramate: 
Fone: (51)99909895
ibramate@ibramate.com
http://ibramate.com/

sábado, 26 de março de 2016

Coronel Bicaco: a Capital Nacional da Erva-mate

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Coronel Bicaco tem a erva-mate como árvore símbolo do município, foi decretado como Capital Nacional da Erva-Mate desde a realização da primeira Feira Exposição Nacional da Erva-mate (Fenamate) em setembro de 1982, por ocasião dos festejos e comemorações tradicionais da Semana Farroupilha, quando o então governador do estado, José Augusto Amaral de Souza, decretou a erva-mate como árvore símbolo também do Rio Grande do Sul.

A Fenamate contribui para a divulgação e valorização do produto. No palco do evento sempre estão espetáculos de dança de grupos gauchescos, apresentações de invernadas, músicos de renome nacional e atrações diversificadas. O evento é promovido no Parque de Exposições Ramão Luciano de Souza, que em 2014 chegou a sua sétima edição. No brasão do município está entalada uma cuia o exalta o título de “Capital Nacional da Erva-mate”. O título também é destacado na praça central.

O primeiro núcleo de povoação surge por volta de 1866 a 1868 com o objetivo de explorar economicamente a erva-mate.  Sua emancipação ocorreu pela lei de número 4.649, de 18 de dezembro de 1963, mas sua instalação só foi realizada em 14 de abril de 1964. O nome Coronel Bicaco foi dado em homenagem a um dos primeiros colonizadores, Ramão Luciano de Souza, procedente de San Xavier, na Argentina. O município de Coronel Bicaco está noroeste do Rio Grande do Sul, integrando a região Celeiro do Estado, microrregião de Ijuí.

Informações adicionais podem ser obtidas aqui:
(55) 3557-1155
contato@coronelbicaco.rs.gov.br

Cruz Machado e a erva-mate

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Cruz Machado, município que fica na região sul do Paraná, possui grande vocação agrícola e um dos destaques é a extração de erva-mate. O início de tudo para a caracterização da cidade com planta se deu a partir de 19 de dezembro de 1910, quando por interesse nacional, foi criado o Núcleo Colonial Federal Cruz Machado. A sua população se dedicava à extração de erva-mate e a produção de cereais. Já a elevação a município se deu em 14 de dezembro de 1952.

Ainda hoje a produção de erva-mate é a base da economia no município, que tem 18,8 mil habitantes. O município de Cruz Machado é reconhecido nacionalmente como o maior produtor de erva-mate do Brasil. Segundo a prefeitura, 2,5 mil famílias cultivam os arbustos no município. Hoje em cerca 80% das famílias possuem propriedades com o plantio da erva-mate. Conforme a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento do Paraná, a produção em 2014 foi de 75 mil toneladas em uma área plantada de seis mil hectares. A produção gerou R$ 90,4 milhões em Cruz Machado.

A partir disso é promovido no município a Festa da Erva-mate. A primeira edição foi realizada em 2011 e é anual. Além das festividades, ocorre junto a festa, um seminário da erva-mate que aborda novas tecnologias e que repassa novas informações para os agricultores.

O evento é realizado na Praça Papa Pio XII e a festividade tem como propósito manter viva a tradição do povo de Cruz Machado, divulgar o potencial da cadeia produtiva da erva-mate no município, desde a semente até o produto final, além de promover uma confraternização entre produtores, industriais e consumidores.

O evento é promovido pela Comissão Organizadora para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Cultura da Erva-Mate e administração municipal de Cruz Machado.

Saiba mais sobre Cruz Machado
pmcm.pr.gov.br
https://www.facebook.com/festacruzmachado2015/

Ilópolis, a cidade da erva-mate

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Em Ilópolis, a erva-mate se evidencia pelo fato de ser a base da economia, o município é o maior produtor do Rio Grande do Sul. Seu nome deriva de Ilex paraguariensis (nome científico da erva-mate), e de polis (cidade, etimologicamente originada do latim e do grego), ou seja, Cidade da erva-mate. O nome foi sugestão de José Benévolo, intendente interino de Encantado, durante uma roda de chimarrão, sob a sombra de um erveiro, em 1915, que foi aceita prontamente. O município se emancipou a partir de Encantado em 26 de dezembro de 1963. 

Hoje a Ilópolis usa como slogan “Terra da melhor erva-mate e da ecologia”. O hino do município, instituído com símbolo da cidade, teve sua letra e música criada por Reonil Domingos Tesser, e foi oficializado pela Lei Municipal nº 1397/2003 de 13 de novembro de 2003. Consta na letra “Os ervais é teu nome quem diz./ Ilópolis não me sai da memória./”. O brasão foi oficializado como símbolo do município por meio da lei municipal de número 1248/2001 de 10 de outubro de 2001, nas laterais da imagem constam galhos verdes que simbolizam a erva-mate. 

Além disso, a partir de decreto número 1.876, de 08 de abril de 2016, foi instituída a planta de erva-mate "Ilex Paraguariensis" como árvore símbolo do município de Ilópolis. Por meio desse decreto, a árvore símbolo receberá destaque e proteção especial do poder público, sendo declarada de interesse comum. Além disso, por meio desse ato oficial o Executivo Municipal deverá promover campanha elucidativa sobre a relevância da árvore símbolo, inclusive através de programas educativos a respeito da necessidade de preservação do meio ambiente, sobretudo à flora localizada no município. 

Em 2003 foi criada também a Turismate – A Festa da Erva-mate que tem a finalidade de congregar o setor ervateiro com o turístico. O evento conta com diversos segmentos da cadeia produtiva da erva-mate, englobando também feira comercial, industrial, de serviços e agrícola, turismo, eventos técnicos e apresentações artísticas. A Turismate conta com Rota Cicloturística das Ervateiras, Congresso Estadual de Sustentabilidade da Cadeia Produtiva da Erva-mate, Pavilhão Chimarrão espaço em que as pessoas podem se reunir para saborear os diferentes sabores do mate. O evento é realizado de forma regular a cada dois anos, em novembro, no Parque do Ibama.

A cidade é também sede do Instituto Brasileiro da Erva-mate. A entidade foi criada em quatro de janeiro de 2013 foi dado um passo importante na estruturação da cadeira produtiva da erva-mate.

Saiba mais informações sobre a Turismate:

Prefeitura de Ilópolis - Rua Conselheiro José Bozzetto, 987

Telefone:(51) 3774-1322


http://www.turismate.com.br/

Catanduvas, a Capital Catarinense do Chimarrão

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Em Santa Catarina, a história de Catanduvas se confunde com a exploração da erva-mate. Por conta disso, em 2001 a assembleia legislativa daquele estado reconheceu o município como a Capital Catarinense do Chimarrão. Mas a lei 11.836, de 2001 foi consolidada de forma posterior pelo parlamento daquele estado por meio da lei 16.722, de oito de outubro de 2015. O título se deve à expressiva produção de erva-mate. Na época as cinco ervateiras da cidade produziam por mês cerca de 500 toneladas do produto.

Por ser grande produtor do produtor da planta, a cidade promove a cada dois anos, a Festa do Chimarrão. Em 1999 foi realizada a primeira edição da festa que sempre ocorreu no centro de eventos prefeito Sestílio Bortolon. O evento é desenvolvido em conjunto entre a administração municipal com as ervateiras e a comunidade. Foi projetada para ter a duração de três dias. A Festa do Chimarrão já é tradicional no meio oeste catarinense.

Entre os pontos turísticos estão o Monumento Marco do Chimarrão e CTG Querência do Chimarrão. Na entrada da cidade há ainda um enorme monumento em homenagem a tradição ligada a erva-mate. Os apetrechos utilizados para compor o chimarrão - como a cuia, a bomba e a chaleira - podem ser vistos em vários pontos. O maior deles está localizado na entrada da cidade, onde foi construído um monumento com cinco de metros de altura - só a cuia gigante tem três metros. Esse marco do chimarrão foi inaugurado durante a I Seminário sul-brasileiro da erva-mate a I Festa do Chimarrão.

"Catanduvas" é palavra de origem tupi que significa "ajuntamento de mata dura". Catanduvas é integrante das terras contestadas. Colonizada por caboclos, italianos, alemães e poloneses, a cidade teve sua emancipação política em16 de março de 1963. O município começou a ser colonizada no início do século 20 com a construção de estrada de ferro próxima ao Rio do Peixe que possibilitou o desenvolvimento da agricultura de subsistência e a grande quantidade de erva-mate.

Catanduvas se uniu a quatro cidades para explorar o potencial turístico da produção que deu o título ao município. Junto com outros quatro municípios foi criado o projeto turístico regional Rota do Chimarrão. Fazem parte da ação Catanduvas, Ponte Serrada, Jaborá, Vargem Bonita e Vargeão, que concentram a maior produção de erva-mate do estado.

Campo Largo e Parque Histórico do Mate

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O Parque Histórico do Mate tem a pretensão de garantir uma viagem total ao ciclo da erva-mate no Paraná, datado do século passado e que garantiu um grande desenvolvimento econômico. O espaço estatal está localizado no município de Campo Largo, ocupando 31,7 hectares. O local é tombado há mais de quatro décadas pelo governo paranaense e há 24 pelo Patrimônio Histórico Nacional.

O principal prédio é onde está instalado o antigo Engenho de Mate, construído na segunda metade do século XIX. Esse engenho é o único exemplar da época e foi construído por volta de 1870, e remete aos tempos do tropeirismo. O espaço servia inclusive de pousada para os tropeiros.

No prédio estão expostos peças como uma “broaca”, usada no transporte de alimentos e carregada por mulas; a cancha de malhação da erva-mate; e o sistema hidráulico de moagem. Há também um exemplar de pilão, para mostrar como era o sistema artesanal de moagem da erva-mate no tempo em que a atividade dependia da força braçal dos índios. Também fazem parte do conjunto dessa exposição permanente o barbaquá e o barracão que contêm objetos de transporte da erva-mate.

Próximo da casa de engenho, fica o barbaquá, uma armação por onde a erva-mate passava para iniciar o seu processo de secagem e moagem. Ali também está instalada o “carijó” – para onde a erva era levada para o processo de sapecação, ou desidratação, após ser colhida e desgalhada pelos ervateiros – e a “cancha” – estrutura de madeira que funciona como uma peneira seletiva. O visitante também pode ver como eram as barricas, onde eram armazenadas a erva-mate para exportação. Na área de trilha há alguns pés de erva-mate.

Parque Histórico do Mate. Rodovia BR-277, km 17, Rondinha – Campo Largo. Abre de terça a sexta-feira, das 9h30 às 17h30, e sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17 horas. Entrada franca. Fone (41) 3555-1939 ou (41) 3304-3330 (para agendamento).

Ferrovias e hidrovias esquecidas

A presença de ferrovias e hidrovias é bastante reduzida no Brasil. O modal rodoviário predomina na logística de transportes no território brasileiro, com concentração maior na região Centro-sul, de forma mais especifica no Estado de São Paulo. Por conta disso, a grande maioria das cargas transportadas no país são via modal rodoviário. De acordo com levantamento do IBGE, a malha rodoviária só não predomina na região amazônica, onde destaca-se o transporte por vias fluviais devido à densa rede hidrográfica natural.

Porém, sem estudar a história, seria quase impossível afirmar que há mais de meio século, cargas e pessoas se deslocavam em sua grande maioria por vias ferroviários, de norte a sul. Na época existiam até mesmo com ramais ferroviários eletrificados.

Tudo havia iniciado ainda na época do Império, em 1852, com o então barão de Mauá. Em 1958 o país ainda tinha 38 mil quilômetros de ferrovias, mas o sucateamento iniciou a partir da década de 1960 quando os governos começaram apadrinhar a indústria automobilística. O sucateamento foi acelerado após as ¬privatizações na segunda metade do século passado e início deste.

Hoje a maior parte das ferrovias estão ociosas e se calcula que apenas quatro mil quilômetros são modernos. Tanto é que apenas três são as ferrovias mais importantes, a Norte-Sul, a Estrada de Ferro Carajás, a Estrada de Ferro Vitória-Minas. A Norte-Sul teve a construção iniciada em 1987 e ainda está em obras, pelo ritmo atual ela só será concluída por volta de 2040.

Ainda com relação as hidrovias, tomando por caso apenas o Rio Grande do Sul, elas sempre foram importantes para escoar a produção no período colonial dos imigrantes alemães e italianos. Mas com o tempo foram perdendo espaço e estado possui duas bacias hidrográficas bastante significativas, a bacia da Lagoa dos Patos e a bacia do Rio Uruguai.

Investir de verdade nesses modelos para escoar a produção permitirá ganhar em competitividade. Investir em infraestrutura de integração entre as empresas e os lugares onde será feito o direcionamento das cargas é garantir a perfeita sintonia entre estado e setor privado. A medida permitirá atrair empreendimentos diversos e pode impulsionar o turismo, com a instalação de novas linhas.

Em uma momento histórico em que a malha rodoviária se mostra saturada e incapaz de receber a devida manutenção, investir em hidrovias e ferrovias é uma alternativa sustentável e inovadora. Investimentos em ferrovias e hidrovias são opção para amenizar gargalo logístico das estradas brasileiras. Não basta, porém, simplesmente aumentar o uso das hidrovias e ferrovias no país. Para amenizar o problema do transporte rodoviário também é necessário mais planejamento.