segunda-feira, 23 de maio de 2016

Câmaras setoriais da erva-mate nacional, gaúcha, catarinense e paranaense

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Fomentar a produção e a diversificação são temas que ganham força nas discussões internas das câmaras setoriais da cadeia produtiva da erva-mate mantidas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.Enquanto que em dez de dezembro ocorreu a primeira reunião da Câmara Setorial Nacional da Cadeia Produtiva de Erva-mate, no Ministério da Agricultura, em Brasília. A organização do setor passa fundamentalmente pela produção de alimento seguro, rastreabilidade e profissionalização no cultivo da erva-mate. A produção de um alimento seguro tem a ver com os cuidados para evitar a contaminação química, física e biológica. É preciso levar para o setor a rastreabilidade, que é controle do produto desde a origem, na propriedade, até o consumidor. O chimarrão, o tereré e o chá-mate são, pela ordem, os principais produtos da cadeia produtiva.

A Câmara Setorial da Erva-mate do Rio Grande do Sul foi criada em três de fevereiro de 1997 por meio do decreto número 37.191. Em diversos momentos a entidade precisou ser recriada, foi assim em nove de dezembro de 2003, depois a partir do decreto de número 48.978 em três de abril de 2012 e reativada e 14 de dezembro de 2014. A Câmara Setorial da Erva-mate foi criada para promover discussões necessárias para o delineamento de planos, programas e projetos, identificando gargalos, desafios e oportunidades, contribuindo com a formulação de políticas públicas afins.

O órgão possui ainda o desafio de articular entre os setores público e privado a construção, o planejamento e implementação dos instrumentos institucionais para a promoção do desenvolvimento tecnológico, produtivo e sustentável da cadeia da erva-mate. Ainda, a Câmara Setorial da Erva-mate tem a função de viabilizar a implementação de acordos técnicos e de cooperação inter-regionais, interestaduais e internacionais relacionados ao tema erva-mate. For fim, cabe a entidade consultiva desenvolver prospecção de mercado interno, exportações, importações, e relações com o Mercosul no âmbito de suas competências, buscando fortalecer, proteger e garantir o equilíbrio e a competitividade de toda a cadeia produtiva.

Em 2013, também foi reativada a Câmara Setorial da Erva-mate do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural de Santa Catarina. O setor está buscando maior organização para enfrentar as crises e desenvolver toda a cadeia produtiva. O Conselho define as prioridades dos setores e os recursos a serem aplicados nas áreas agrícola, pecuária, florestal e pesqueira e, ainda, os critérios de aplicação das verbas do Fundo de Desenvolvimento Rural. Segundo dados do governo do estado, Santa Catarina produz 104 mil toneladas/ano, reunindo em toda sua cadeira produtivo 19 mil produtores, 85 indústrias, oportunizando mais de 176 mil empregos diretos em 140 municípios, mas que estes números precisam ser confirmados para que o setor tenha condições de receber mais apoio dos governos do Estado, Federal e de entidades internacionais.

Já em 27 de novembro de 2009 foi instituída a Câmara Técnica da Erva-mate no Paraná. Pela justificativa do governo do estado daquele estado, com câmara técnica, a cadeia produtiva do mate terá um fórum adequado para discussões e propostas de avanços para o setor. Entre os debates que são fomentados no órgão estão a inclusão da cultura da erva-mate entre os cultivos florestais para recomposição da reserva legal na região sul do Paraná. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Paraná a cultura está presente em mais de 150 municípios.

Arvorezinha: Terra da Erva-mate e do Melhor Chimarrão

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Arvorezinha é conhecida como Terra da Erva-mate e do Melhor Chimarrão. Arvorezinha é um município que sempre teve destaque no setor ervateiro, pois em termos de solo e clima para a produção de erva-mate suave ao natural.

A administração municipal, comunidade local e Associação Comercial Industrial e Serviços Agropecuários de Arvorezinha promovem a Festa Nacional da Erva-mate, a Femate. O foco são as potencialidades do município e região a partir da importância da cultura e da erva-mate para a economia local, regional e nacional.

A primeira edição ocorreu 1971 e a segunda foi promovida após 33 anos. Após a retomada, a Femate é realizada a cada dois anos. Desde 2014, a Femate é realizado no Parque Municipal de Eventos que possui área superior 36 metros quadrados. Naquela edição 30 mil pessoas passaram pelo evento. Nesse mesmo ano a passou a contar com caravanas do setor ervateiro provenientes da do Uruguai, do Paraguai e da Argentina.

Rota da Erva-mate - A erva-mate inspirou a formação da Rota da Erva-mate, que é constituída por dez municípios que são Anta Gorda, Arvorezinha, Coqueiro Baixo, Doutor Ricardo, Encantado, Ilópolis, Itapuca, Nova Bréscia, Putinga e Relvado. No percurso de aproximadamente 80 quilômetros, o turista encontra um conjunto de atrativos turísticos acompanhado de belas paisagens naturais emolduradas entre vales e morros. É possível visualizar cada etapa da produção, desde a chegada da matéria-prima, a secagem nos fornos gigantes até o empacotamento. A região concentra indústrias que secam as folhas para a produção da matéria prima do chimarrão e para a produção de cosméticos.


Saiba mais informações sobre Femate

Sec. de Turismo e Cultura (51) 3772-1247

Acisar/CDL (51) 3772-2305

http://www.femate.com.br/

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Festa Nacional do Chimarrão

A partir do slogan “A festa com o sabor do Rio Grande’, a cada dois anos é realizado em Venâncio Aires a Festa Nacional do Chimarrão. A Fenachim chegou em 2016 a décima quarta edição e celebrou os 30 anos de uma história dedicada a um dos maiores símbolos do Rio Grande do Sul. Naquele ano o principal evento da cidade foi realizado de cinco a oito e de 11 a 15 de maio de 2016.

Apresentações artísticas, exposições industriais e comerciais e mostra cultural integram a programação. Mas as atrações em torno d mate amargo são crescentes. O evento é sempre realizado no Parque Municipal do Chimarrão.  A festa tem ainda café colonial, casa da Galinhada – que faz jus ao prato típico de Venâncio Aires; e cardápios à la carte baseado na gastronomia gaúcha. A Fenachim 2016 teve shows nacionais e nativistas e movimentou R$ 1,5 milhão em negócios com 262 expositores.

A Fenachim, idealizada no início da década de 1980, nasceu a partir da Festa Municipal do Chimarrão, instituída pela lei municipal 666, de seis de maio de 1970. É que naquela época se pretendia realizar o evento de quatro em quatro anos. Porém, apenas duas edições ocorreram: em 1971 e 1976.

O parque para promoção do evento, às margens do Acesso Imperatriz Dona Leopoldina, foi adquirida em 1984. A primeira Fenachim foi realizada de primeiro  11 de maio de 1986. Na segunda edição, em 1988, foi inaugurado o pórtico de Venâncio Aires e o evento propunha um brinde entoado pelo “chim chim chimarrão”. Em 1991 foi promovida a terceira edição e lançado o mascote “Venancito”. Enquanto que a quarta festa foi promovida em 1994, a quinta em 1996 e a sexta em 1998.

A sétima edição foi promovida em 2000  quando foi promovido o Roteiro do Chimarrão ou “Ruta del Mate”. Entre os atrativos estavam ervais localizados no interior do município. No evento de número oito, em 2003, foi criado o chimarródromo, espaço que durante a festa conta com a  Escola do Chimarrão e shows nativistas. A nova edição foi promovida em 2006, a décima em 2008, a décima primeira em 2010, em 2012 foi realizada a festa de número 12; em 2014 foi promovida a décima terceira edição e foi realizada pela primeira vez o concurso que elegeu a “Soberaninha”, jovem que acompanha as soberanas em alguns eventos da festa.

domingo, 1 de maio de 2016

Erva e multidisciplinaridade no Paraguai

No Paraguai existe desde 1998 a chamada comissão mista multidisciplinar de estudo da problemática de erva-mate. Por meio dessa comissão foi celebrada em 2015 convênio para realinhar a estruturação desse grupo. Em 23 dezembro 2015, por meio do decreto de número 4.394, foram promulgadas, com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, mudanças no decreto 19.820/98.

A comissão é integrada por produtores e representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, Instituto Nacional da Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde Pública e Bem estar Social, Direção Nacional da Alfândega, Instituto Nacional de Tecnologia e Normatização Metrologia, Serviço Nacional de Qualidade, Sanidade Vegetal e Sementes e Subsecretaria de Estado do Comércio e a Rede de Intervenção e Exportação do Ministério da Indústria e Comércio.

Para aumentar a efetividade das decisões foi firmada parceria entre o Instituto Florestal Nacional e Centro Ervateiro Paraguaio para estabelecer plantações florestais para fins energéticos. Essas plantações poderão abastecer de forma gradual a demanda por lenha usada no processo de sapeco. A técnica do sapeco permite manter a cor verde e o aroma do próprio da erva.

Fomentar a comissão mista multidisciplinar de estudo da problemática de erva-mate faz parte do Plano Nacional da Erva-mate do Paraguai que possui como meta desenvolver novos produtos por meio da incorporação do setor de ervas medicinais a cadeia de produção da erva-mate, oferecendo maior assistência técnica ao pequenos produtores e gerando dessa maneira mão de obra mais rentável aos produtores de ervas medicinais e maior industrialização para conquistar o mercado internacional.

http://www.ip.gov.py/ip/?p=72934

Chá verde, ban-chá e chá mate

Apesar dos segmentos terem uma proximidade é possível perceber diferentes aplicações no chá verde, ban-chá e chá mate. O chá verde e a ban-chá são extraídos da mesma planta e provenientes da Ásia, enquanto que o chá mate tem origem na cultura indígena sul americana.

O chá verde e a ban-chá são provenientes das folhas da Camellia sinensis. O chá verde ficou muito conhecido no Brasil por seus benefícios no processo de emagrecimento. Embora hoje já se saiba que tanto o chá verde, quanto o chá mate agem de igual forma nos chamados termogênicos naturais, e por isso ambos ajudam no processo da perda de peso.

Apesar do chá verde e ban-chá serem provenientes da mesma planta, quem tem resistência ao sabor da primeira, consome o ban-chá por possuir menos cafeína e assim possuir um sabor mais suave.

Um dos motivos do ban-chá ter o sabor mais suave é que as folhas são extraídas da planta de três em três anos, o que as torna mais grossas e com mais fibras. Já na secagem como um todo da planta oriental com a sul americana está na secagem das folhas. As folhas da erva mate são secas e tostadas, enquanto que no chá verde elas são expostas a fontes de vapor para só depois serem secas.

Além da queima de gordura comum as duas plantas, o chá mate é excelente para diminuir a retenção líquida, pois age como um diurético. Alguns estudos comprovaram que o chá mate age em nosso organismo como um energético em nosso sistema nervoso. Por conter substâncias como antioxidantes, anti-inflamatórios, teobromina, teofilina e cafeína.

Enquanto a recomendação de ingestão do chá verde fica em até quatro xícaras ao dia, o chá mate é recomendado ingerir até um litro todo os dias, divididos em três porções e consumidas antes das principais refeições.

http://www.saudavelmente.net/diferenca-entre-cha-verde-e-cha-mate
http://www.saudavelmente.net/diferenca-entre-cha-verde-e-ban-cha

As grandes do setor de chá mate

O chá mate, obtido com a espécie Ilex paraguariensis, é o mais tradicional no mercado brasileiro. O Brasil é um dos mercados com maior potencial de crescimento de chás prontos para beber no mundo. A constatação é do Instituto AC Nielsen que informa ainda que mesmo com o crescimento constante, os números deste mercado, inclusive o consumo per capita, ainda são modestos se comparados aos de países onde a categoria existe há mais tempo, como os Estados Unidos. O principal potencializador para atender esse mercado vem do extrato da erva-mate. A Rei do Mate é hoje a maior casa de chás do Brasil, com unidades em 18 estados, em mais de 80 cidades por meio de 340 lojas. Outro gigante no setor é a Matte Leão que foi incorporada a Coca-Cola Brasil em 2007. Ainda tem a Megamatte que também é uma franquia de alimentação brasileira em alta e especializada em chá-mate.

O primeiro grande capítulo na história do beneficiamento do mate para a destinação de um segmento diferente ao do chimarrão e tererê foi dada no Paraná. Matte Leão surgiu em oito de maio de 1901 junto aos ervais naturais de Agostinho Ermelino de Leão Júnior. Depois de passar por altos e baixos, no final da década de 1930, a empresa percebeu o hábito das pessoas de acrescentarem uma brasa quente ao mate, para consumi-lo tostado. A partir de então foi lançado no mercado brasileiro o chá Matte Leão tostado. Em 1950 foi lançado no mercado o Matte Leão gelado, o primeiro mate pronto para beber em copos selados. A partir de então foram incorporadas outras misturas e os chás ganharam diversas embalagens.

A boa aceitação despertou o interesse da Coca-Cola Company, que a comprou a Leão Junior S.A em março de 2007. Ao ampliar a atuação no mercado de bebidas sem gás surgiu em outubro daquele ano, uma joint venture para acompanhar a atuação desse segmento. A sociedade é formada pela Coca-Cola Brasil e por seus fabricantes autorizados, que passam a deter 50% das empresas operadas por esta joint venture. Essa empresa do Sistema Coca-Cola Brasil ganhou em 2013 a marca institucional Leão Alimentos e Bebidas. Atualmente a marca detém cerca de 70% do mercado brasileiro de chás prontos para beber e mais de 100 produtos em seu portfólio, sendo o carro-chefe o próprio Matte Leão. A empresa tem quatro unidades no Paraná e no Rio de Janeiro. A empresa exporta alguns de seus produtos para países da América do Sul.

Outra gigante do setor é a Rei do Mate que conta com mais de 340 lojas instaladas em 17 Estados. Atualmente é a maior rede de produtos à base de mate do país e é considerada também uma das maiores e mais renomadas cafeterias, no formato de franchising. Por ano, a rede realiza cerca de 20 milhões de atendimentos nas unidades da empresa. A Rei do Mate foi fundada em 1978, pelo empresário Kalil Nasraui, próxima a famosa esquina paulista das avenidas Ipiranga e São João. Por mais de uma década, a Rei do Mate manteve lojas próprias, sete no total, todas em São Paulo, que ajudaram a mudar o hábito de consumo de chá dos paulistanos. A entrada da segunda geração da família na empresa, em 1991, por meio do filho Antonio Nasraui, estruturou o negócio para que ele fosse multiplicado como franquia. Por ano, a rede realiza cerca de 20 milhões de atendimentos nas unidades da empresa e cresce focada no conceito de empresa 100% brasileira e com um lado ecológico reconhecido.

A Megamatte ganha força e forma e já está presente em sete estados brasileiros por meio de 125 lojas. Desde a sua chegada ao mercado, a marca possui um modo de produção exclusivo para o mate. A bebida é preparada como se fosse um chá, de forma artesanal, em cada loja. Feita com erva-mate orgânica, o mate possui uma fórmula livre de conservantes, xaropes e outras químicas. O diretor-executivo da Megamatte, Julio Monteiro, afirma que é a única empresa que comercializa o matte orgânico. São vendidos aproximadamente 3,5 milhões de mates orgânicos por ano. A empresa fechou 2015 com um faturamento de R$ 130 milhões. A Megamatte abriu sua primeira unidade na cidade do Rio de Janeiro, em 1994.

A Chás Real é uma empresa familiar fundada em 1834 e é tida como a indústria mais antiga em atividade no Brasil. A indústria foi fundada por José Caetano Munhoz, descendente de espanhóis. Ele criou em Curitiba um engenho de erva-mate. Cerca de trinta anos depois, o imigrante italiano Francisco Fasce Fontana comprou este engenho, que passou por várias gerações, mas ainda pertence à mesma família. Embora a Chá Mate, opere também sob o nome de Chás Naturais Real, a produção ocorre no Moinho Unidos Brasil – Mate S/A funciona no município de Almirante Tamandaré, no Paraná. 

Fonte:
http://www.suafranquia.com/noticias/alimentacao/2016/06/rei-do-mate-apresenta-novas-estrategias-na-abf-franchising-expo.html
http://www.leaoalimentosebebidas.com.br/2013/historia.php
http://veja.abril.com.br/blog/mercados/alimentos-e-bebidas/coca-cola-compra-verde-campo-e-estreia-em-lacteos-no-brasil/
http://www.embalagemmarca.com.br/2014/06/coca-cola-lanca-linha-de-chas-gelados-leao-fuze/
http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=122043
http://onegociodovarejo.com.br/o-segredo-da-franquia-rei-do-mate-para-crescer-na-crise/
http://www.falandodevarejo.com/2016/03/rei-do-mate-expande-atuacao-na-bahia.html
http://www.grupomercosul.com.br/site01/curiosidade_mate_leao.html
http://www.megamatte.com.br/
http://franquiamegamatte.com.br/
http://www.investimentosenoticias.com.br/noticias/comunicacao-e-marketing/kindle-conquista-conta-da-megamatte
http://www.sopacultural.com/megamatte-vende-100-milhoes-de-mattes-organicos/
https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/889766/1/Consumidordechamate.pdf

Chá mate e o Rio de Janeiro

No dia cinco de março de 2012 em decreto publicado no Diário Oficial do município do Rio de Janeiro estava reconhecido o chá mate como Patrimônio Cultural Carioca. O decreto considera a necessidade de se preservar a memória da cultura carioca, por meio do registro de seus bens de natureza imaterial.

Nos anos 50, a bebida começou ser vendida gelada em galões nas praias do Rio de Janeiro e no Maracanã. Após ter sua venda proibida no final de 2009, a mobilização da clientela a favor da bebida fez com que a venda fosse retomada e, em maio de 2012. Nas praias do Rio de Janeiro, o chá-mate é vendido de forma tradicional em galões, gelado e com suco de limão, por vendedores ambulantes vestidos com roupas de cor laranja.

O chá-mate é comercializado já pronto, em latas ou garrafas; sob a forma da erva-mate tostada, em pacotes ou saquinhos, como o chá comum; ou em forma solúvel, em pó ou extrato. Pode ser adoçado com açúcar ou outro edulcorante e consumido com leite ou suco de limão.

Estes episódios serviram para fortalecer ainda mais a tradição e aumentar o gosto dos cariocas pelo chá gelado. A bebida atende os mais diferentes perfis de moradores da cidade. Cada vez mais estabelecimentos comerciais do Rio criam versões modernas para o famoso mate gelado e apostam em drinques com vodca, cachaça e outras misturas para refrescar o verão até nas mesas de bar.

A elaboração do chá-mate em saquinhos é praticamente igual à da erva-mate comum, utilizada na preparação do chimarrão, com a diferença de que, em sua moagem, são eliminados o pó e os ramos, beneficiando-se somente as folhas de erva-mate. O chá-mate é servido como desjejum nas escolas argentinas desde o início do século XIX.

O chá-mate que ganha cada vez mais mercado internacional é uma infusão típica da América do Sul. O material é preparado a partir da erva-mate tostada em infusão com água quente, ou fervendo a erva-mate tostada em água. Depois de coado o material já pode ser servido. Alguns preferem toma-lo frio e outros quentes. A bebida tem um sabor similar ao do próprio chimarrão.


Além de ser consumido tradicionalmente em vários países da América do Sul, existem também marcas locais de chá-mate na Alemanha e no Japão.